A curiosidade é inata nas crianças. Por meio das perguntas elas procuram conhecer e entender o mundo ao seu redor. Com efeito, o desejo de procurar informações e experiências e de explorar novas possibilidades é básico do ser humano. Porém, a medida que nos tornamos adultos vamos pouco a pouco perdendo esta curiosidade. Nos satisfazemos com as respostas e buscamos resolver os problemas de forma rápida. Sucumbimos aos nossos vieses inconscientes e tomamos decisões com base nas nossas experiências e naqueles dados que estiverem mais facilmente disponíveis.

Já faz algum tempo que se percebe que inovação e criatividade são as palavras de ordem ou as competências “do momento”. No entanto, é importante perceber que essas competências só serão desenvolvidas se a curiosidade estiver presente. Porém, para estimular a curiosidade precisamos incentivar que as pessoas questionem o “status quo”, façam perguntas. Mas, será que eu como líder sei lidar de forma adequada com os questionamentos que recebo? Ou reprimo, mesmo que de forma inconsciente, as perguntas e paradoxalmente faço o discurso de que “precisamos pensar fora da caixa”?

Já pensou sobre isso? Como você se sente ao ser questionado? Quantas perguntas chegam até você questionando um processo ou uma decisão do negócio ou da área? Você está de fato incentivando ou reprimindo a curiosidade das pessoas? E, o quanto você se percebe curioso?

Essas reflexões são importantes e reforçam o fato de que o desenvolvimento das lideranças tem sempre como ponto de partida o autoconhecimento.

Texto: Andréa Mussnich

Andréa Mussnich é Engenheira Agrônoma pela UFPel, Pós Graduada em Engenharia de Produção pela UFRGS, Mestre em Administração de Empresas pela PUC/RJ, possui formação em Dinâmicas dos Grupos (SBDG, RS), formação em Coaching Ontológico (Lead Group ARG).